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O processo utilizado para a elaboração de vinhos tintos é semelhante ao dos brancos, porém neste caso as películas da uva são mantidas em contato com o mosto, isto é, o sumo da uva em fermentação. Este processo denomina-se maceração pelicular e dá origem a uma maior intensidade dos vinhos tintos, quer a nível de cor, quer a nível sensorial. A intensidade corante está, assim, diretamente ligada ao tipo de casta utilizado e ao tempo de maceração que se realiza durante o processo de fermentação. Ao término deste processo, várias substâncias químicas se formam, combinando-se a muitas outras, daí se explica o porquê de encontrarmos diversos aromas no vinho, embora apenas haja uvas na sua composição.

Alguns vinhos tintos passam ainda por um período em barricas de carvalho, ficando mais afinados e ganhando certos aromas típicos da madeira como baunilha, café, chocolate e notas tostadas, além de se tornarem ainda mais preparados para a guarda, ou seja para o envelhecimento em garrafa.

Contrariamente do que ocorre com os vinhos brancos, os tintos perdem cor com o envelhecimento, passando de tons intensos e profundos quando jovens aos mais claros quando envelhecem. De fato, uma tonalidade púrpura distingue os vinhos mais jovens, já aqueles com evidentes reflexos alaranjados correspondem aos mais velhos. A cor mais difundida, correspondente a uma tonalidade rubi, evidencia os vinhos para consumo relativamente jovem, mas que já acompanharam um determinado estágio evolutivo, normalmente de um a três anos de repouso. O tinto de cor grená, uma cor um tanto ou quanto matizada, realça os primeiros sinais de maturidade. Um vinho cuja cor tenha esta tendência diz-se que se trata de um vinho já repousado pelo menos três ou quatro anos, podendo chegar aos sete e que, frequentemente, indica uma boa evolução. Já a tonalidade matizada com reflexos acastanhados ou marrom é representativa do apogeu nos grandes vinhos. Indicador típico de envelhecimento, estágio evolutivo dos grandes vinhos que chegam ao seu máximo de desenvolvimento com a idade, pode indicar, porém, decadência em vinhos sem estrutura para envelhecer.

Os tintos são os companheiros ideais para pratos principais, contudo, dificilmente, se harmonizam com os demais em decorrência da sua estrutura. Ainda assim, estes são os mais procurados nas prateleiras de supermercados ou em enotecas e adegas das importadoras.

Seja jovem ou com potencial de guarda, o vinho tinto já provou ser imbatível e o rei absoluto na preferência nacional e até mesmo mundial.

 
Conheça a Seleção de Tintos da Sabor Luzitano
 

Casa de Sarmento Trincadeira 2006

Casa de Sarmento Grande Escolha Alentejo 2006

Casa de Sarmento Cabernet Sauvignon 2004

Casa de Sarmento Merlot 2004

 

Casa de Sarmento Touriga Nacional 2004

Casa de Sarmento Grande Escolha Beiras 2004

 
Vinhos Tintos por Região
 
 
 
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